sábado, 24 de novembro de 2007

Eles merecem tomar porrada - Parte II

Quando eu era um pequeno filho do clã dos Bueno, tinha minha progenitora o saudável hábito de fazer um café da tarde. Principalmente quando nosso clã recebia a visita de outro. Assim, o jovem e impetuoso bárbaro que vos escreve, recebia a missão de comprar pão na padoca da esquina...


Bem, anos (muitos) depois, já líder de meu próprio clã, decido eu reviver os anos passados e buscar o tal do pão na tal da padoca da esquina (já que não mando nada mesmo, e conseguir que meu filho faça isso seria como acertar 15 vezes seguidas na Megasena).

Bom, "esquina" não seria bem a definição da localização de uma padoca que fica a uns 600 metros de casa, mas, que diabos, assim fica ainda melhor!!! Mas o sol ainda ta de rachar...

E lá vou eu, player lotado de Metallica, tênis, bermudão, ócrão na cara... Rolando "Nothing else Matter".

Depois da jornada, suando mais que um pedreiro árabe, to eu na padoca. Na minha frente uma velhinha simpática, porém extremamente faminta (e egoísta), leva o que resta de pão na cesta. Pergunto ao atendente com cara de traficante: "Amigo, vai sair mais pão?". Responde o sósia do Fernandinho Beiramar: "Só daqui a meia hora, patrão!". Penso eu: "Patrão é a p... da sua mãe!".

Tudo bem, tudo bem... Vou dar uma olhada na lojinha ao lado. Bom... “ao lado” é mais uns 400 metros à frente, mas... Mudo o som pra "Enter Sandman", já que a coisa tá esquentando...

Chego na lojinha, não dá um segundo, lá vem a vendedora pentelha... "Posso ajudar?". "Claro, pode sim. Que tal sumir da minha frente?". Ou "Claro, pode sim. Deposita uns 10 barão na minha conta e passa lá em casa pra dar uma lavada no carro, que ta sujo bagarai". Na verdade saiu mesmo a clássica "Não, só to dando uma olhada mesmo...".

De volta à padoca, só de sacanagem já vou pedindo "Ô patrão, me vê aí 10 pão!" E o desgraçado: "De trigo?". "Não porra, de soja!" Óbvio que é de trigo, existe pão de outra coisa?

Saindo da padoca (nunca mais volto lá... ou vou armado), já vou mudando o som para "Stone Cold Crazy" (a coisa quando chega nesse ponto ta ficando feia), mal ando alguns metros, ”estaciona” um Chevetão 76, 8 mãos de tinta depois, "esportivo", saca? Adesivo da Bad Boy pra todo lado, bem no meio da calçada, bem na minha frente... Dentro, um desgraçado de um playbeu (playbeu é plebeu metido a playboy) falando ao celular, ou algo parecido, raibanzão paraguaio na fuça, tatoo de folha de maconha... Vai vendo o naipe da criança...

Eu paro, e fico olhando o imbecil, tentando passar alguma mensagem telepática do tipo "Ô seu primata, dá pra sair da frente?". Mas não adianta. Tipos assim são desprovidos de inteligência, que dirá poderes telepáticos. Ahhh se eu estivesse com minha espada...

Quer saber? Foda-se o café, foda-se o pãozinho... Voltei lá na padoca, peguei umas geladas e já vim tomando uma. Mudei o som pra "Whiskey in the Jar".

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Desvendando o ser humano - Parte I

Uma das tarefas mais inglórias da raça dos bárbaros é entender sua missão no mundo. Então, partindo do ditado que diz que "para entender a si mesmo você deve entender seu semelhante, gafanhoto", passei a analisar o significado das centenas de frases que são colocadas pelas pessoas em seus Microsoft (arghhh, maldita!!!) Service Networks, ou simplesmente MSNs. Vamos a elas:

"Não trate como prioridade quem te trata como opção"
Significado: A mulher deu para o cara, achando que com isso seria uma prioridade na vida dele. O cara ficou de ligar no dia seguinte, não ligou. Depois de uns dois meses eles se encontram na nigth. Ela novamente dá para o cara. Ele fica de ligar no dia seguinte, não liga, etc., etc., etc. (aqui temos o caso clássico de looping infinito ou while true).

"Quem não dá assistência, perde a preferência e abre concorrência"
Aqui temos uma variação do caso acima, porém, desesperada para dar para o cara de novo e quem sabe se casar com ele, ter filhos, engordar e tomar uns chifres, a mulher insinua uma certa possibilidade de haver algum outro idiota a fim dela. Tipo um looping com uma saída, um break da vida, saca?

Em breve, novas descobertas...