sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Pingos de Sabedoria III

"Só beba se quiser ficar bêbado, porra! Garçon, cadê meu Natu?"
Carlos Bukowski, amarrando mais um porre no puteiro

Pingos de Sabedoria II

"O nada é uma merda, ok? Agora vê se me deixa dormir, mulher!"
Franklin Welinton Nietzsche, justificando a falta de grana

Pingos de Sabedoria I

"Pague seus pecados à vista, os juros são muito altos!"
Joílson Pereira Sartre, ao quitar mais uma prestação da geladeira nas Casas Bahia

sábado, 1 de dezembro de 2007

A Inveja e a Mentira


Quando criança, todo ser humano filho de pais também humanos, aprende sobre valores. Quem me dera fosse sobre a Bolsa de Valores, quem sabe não estaria escrevendo este post no meu iate, tomando um belo Red Blue (http://pt.wikipedia.org
/wiki/Johnnie_Walker) “and getting a nice blow job”.


Bem, os tais valores se dividem em bons valores e maus valores. Bons valores: respeitar os mais velhos, não falar palavrão, se sair bem na escola, ter educação, etc. Aquela coisa chata que odiávamos, mas que por um desses paradoxos inexplicáveis da raça “inteligente”, repassamos para nossos amados filhos.

Entre os maus valores (quem é que não gosta deles, hã???), podemos citar a Inveja e a Mentira.

"Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos. Não é necessariamente associada à um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra."

"Mentira é uma declaração feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes ou leitores possam acreditar nela. Portanto uma declaração verdadeira pode ser uma mentira se o falante acredita que ela seja falsa; e histórias de ficção, embora falsas, não são mentiras. Dependendo das definições, uma mentira pode ser uma declaração falsa genuína ou uma verdade seletiva, uma mentira por omissão, ou mesmo a verdade a intenção é enganar ou causar uma ação que não é do interesse do ouvinte. “Mentir” é contar uma mentira. Uma pessoa que conta uma mentira, em especial uma pessoa que conta mentiras com freqüência, é um “mentiroso”."

Nossa, me enrolei todo com essa da Mentira... Acho que a coisa é bem mais simples. Mas, prosseguindo...

Tenho amigos invejosos, admito. Claro que nenhum deles sequer suspeita que eu saiba disso, mas o fato de contar alguma coisa legal que aconteceu comigo e ver o cara se contorcendo todo para finalizar o assunto com um sorriso mais amarelo que a camisa da seleção já é prova suficiente para mim.

Então eis que surge a Mentira como a melhor forma de diversão nesses casos. Acreditem, essas duas "criaturinhas" vis, miss Inveja e lady Mentira não andam sempre juntas não. Ah não! Mas, como aprendi a ser mais amigo da segunda que da primeira, então juntos, eu a 'Ment', sabemos muito bem como fazer o invejoso quase explodir de raiva. Ah, a Raiva também é tida como um mau sentimento, mas isto é um outro assunto...

Então, sempre que encontro um desses amigos da Inveja pra tomar uma gelada, já começo... "Cara, semana passada fui pra Sampa, e como tava com uma graninha sobrando, resolvi alugar uma limusine. Meu amigo, você não imagina o que tem de mulher louquinha para dar uma volta numa dessas!".

Bingo! Lá vem o tal sorriso... Suado, mas sai. Junto com um pingo de suor escorrendo pela testa. Mas não paro por aí, ah não mesmo! "Mas como eu ia dizendo, passei com a tal limusine numa dessas boates freqüentadas pelo pessoal de TV e tal... Quem eu vejo por lá? Débora Secco (aqui, neste ponto, sempre falo o nome de alguma atriz que sei que o cara daria a vida pra comer). “Cara, chapadinha, tinha tomado todas, saca? Adivinha só? Levei a gata pra limo, my man! Meu amigo, foi a melhor transa da minha vida, bem no meio da Paulista!". Lá vem a contorção de novo. Imagina o estômago desse cara! Pobre coitado... Coração a mil, o cara esboça um "Po, que massa, hein?". E já se levanta, com uma desculpa qualquer de que precisa passar na lavadeira - melhor seria no Pronto Socorro - e lá se vai o infeliz. Penso eu "Será que ele vai dormir este mês?". Mas logo este pensamento se vai. Levanto meu copo e faço um brinde à minha amiga Mentira. Quem sabe um dia não acabemos com a horda de Invejosos do planeta?

sábado, 24 de novembro de 2007

Eles merecem tomar porrada - Parte II

Quando eu era um pequeno filho do clã dos Bueno, tinha minha progenitora o saudável hábito de fazer um café da tarde. Principalmente quando nosso clã recebia a visita de outro. Assim, o jovem e impetuoso bárbaro que vos escreve, recebia a missão de comprar pão na padoca da esquina...


Bem, anos (muitos) depois, já líder de meu próprio clã, decido eu reviver os anos passados e buscar o tal do pão na tal da padoca da esquina (já que não mando nada mesmo, e conseguir que meu filho faça isso seria como acertar 15 vezes seguidas na Megasena).

Bom, "esquina" não seria bem a definição da localização de uma padoca que fica a uns 600 metros de casa, mas, que diabos, assim fica ainda melhor!!! Mas o sol ainda ta de rachar...

E lá vou eu, player lotado de Metallica, tênis, bermudão, ócrão na cara... Rolando "Nothing else Matter".

Depois da jornada, suando mais que um pedreiro árabe, to eu na padoca. Na minha frente uma velhinha simpática, porém extremamente faminta (e egoísta), leva o que resta de pão na cesta. Pergunto ao atendente com cara de traficante: "Amigo, vai sair mais pão?". Responde o sósia do Fernandinho Beiramar: "Só daqui a meia hora, patrão!". Penso eu: "Patrão é a p... da sua mãe!".

Tudo bem, tudo bem... Vou dar uma olhada na lojinha ao lado. Bom... “ao lado” é mais uns 400 metros à frente, mas... Mudo o som pra "Enter Sandman", já que a coisa tá esquentando...

Chego na lojinha, não dá um segundo, lá vem a vendedora pentelha... "Posso ajudar?". "Claro, pode sim. Que tal sumir da minha frente?". Ou "Claro, pode sim. Deposita uns 10 barão na minha conta e passa lá em casa pra dar uma lavada no carro, que ta sujo bagarai". Na verdade saiu mesmo a clássica "Não, só to dando uma olhada mesmo...".

De volta à padoca, só de sacanagem já vou pedindo "Ô patrão, me vê aí 10 pão!" E o desgraçado: "De trigo?". "Não porra, de soja!" Óbvio que é de trigo, existe pão de outra coisa?

Saindo da padoca (nunca mais volto lá... ou vou armado), já vou mudando o som para "Stone Cold Crazy" (a coisa quando chega nesse ponto ta ficando feia), mal ando alguns metros, ”estaciona” um Chevetão 76, 8 mãos de tinta depois, "esportivo", saca? Adesivo da Bad Boy pra todo lado, bem no meio da calçada, bem na minha frente... Dentro, um desgraçado de um playbeu (playbeu é plebeu metido a playboy) falando ao celular, ou algo parecido, raibanzão paraguaio na fuça, tatoo de folha de maconha... Vai vendo o naipe da criança...

Eu paro, e fico olhando o imbecil, tentando passar alguma mensagem telepática do tipo "Ô seu primata, dá pra sair da frente?". Mas não adianta. Tipos assim são desprovidos de inteligência, que dirá poderes telepáticos. Ahhh se eu estivesse com minha espada...

Quer saber? Foda-se o café, foda-se o pãozinho... Voltei lá na padoca, peguei umas geladas e já vim tomando uma. Mudei o som pra "Whiskey in the Jar".

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Desvendando o ser humano - Parte I

Uma das tarefas mais inglórias da raça dos bárbaros é entender sua missão no mundo. Então, partindo do ditado que diz que "para entender a si mesmo você deve entender seu semelhante, gafanhoto", passei a analisar o significado das centenas de frases que são colocadas pelas pessoas em seus Microsoft (arghhh, maldita!!!) Service Networks, ou simplesmente MSNs. Vamos a elas:

"Não trate como prioridade quem te trata como opção"
Significado: A mulher deu para o cara, achando que com isso seria uma prioridade na vida dele. O cara ficou de ligar no dia seguinte, não ligou. Depois de uns dois meses eles se encontram na nigth. Ela novamente dá para o cara. Ele fica de ligar no dia seguinte, não liga, etc., etc., etc. (aqui temos o caso clássico de looping infinito ou while true).

"Quem não dá assistência, perde a preferência e abre concorrência"
Aqui temos uma variação do caso acima, porém, desesperada para dar para o cara de novo e quem sabe se casar com ele, ter filhos, engordar e tomar uns chifres, a mulher insinua uma certa possibilidade de haver algum outro idiota a fim dela. Tipo um looping com uma saída, um break da vida, saca?

Em breve, novas descobertas...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Despedida (revisto)/n/n

Despedida é uma merda!

Por isso serei breve...

Charles,/n/nseu Mother-Fucker-Man,/n/nvamos tomar aquele Red,/n/nporra!!!

Boris, King of The Uras, vamos lá tomar o Red também, porque a carona é por sua conta!!!

Reginho, seu C-Inside! Só vai tomar Red se parar com as bombas!!!

Henrique do IP 24, sabe a diferença entre o gaúcho e o lambari???

Centeno, pluga o Crystal Ball e vê se aparece!!!

Leo do cafofo, vê se leva umas mulheres para o Red... mas olha o CQ, beleza?

André, sósia do meu primo Fernandinho, se tu for beber o Red e falar da Politec, eu juro que vou embora!!! Ah, e vê se leva o Marivaldo!!!

Então é isso...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O Porre

Domingo, 2 da tarde. Acordo. Respiro. E vem a dor. E que dor. Chata. Centralizada. Insuportável. E vem a sede. Levanto. E vem mais dor. E mais dor. E vem a lembrança. Enevoada. Em pedaços. Em frangalhos. E vem a dúvida. Será que fiz? Será que não fiz? Como eu cheguei aqui? E vem a lembrança. Feito uma faca. E vem a culpa. Feito uma lança. E o arrependimento. Feito uma bala. E vem um som. Quase um gemido. E vem do quarto. Me volto. E ela surge. E eu não me lembro. E me sorri. E eu não me lembro. E nem vou me lembrar.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Eles merecem tomar porrada - Parte I

Isso que eu vou contar acontece comigo direto... às vezes penso que preciso voltar a abraçar uma religião. Mas, pra abraçar pra valer, vai ter que ser uma com seios beeeeeem fartos...

O cara (eu) tá lá, dirigindo o seu veículo automotor, feliz da vida. Velocidade razoável, sonzinho rolando... rola té uma cantoria... tra lá lá lá lá... tchu ru ru rum...

Uns 50 metros (sei lá, as medidas para mim são uma incógnita) à frente, eis que aponta um pau-véio (pau-véio: veículo automotor caindo aos pedaços). Ele vem de lá (lá: querendo entrar na minha pista).

É mais que óbvio, pelo menos para mim, que não dá pro cara entrar na minha frente. Nenhum outro veículo automotor vindo atrás de mim, diz a minha parca (parca: parca) inteligência que basta esperar que eu passe.

Mas não, não, não... Definitivamente... não!

O gênio das pistas, o mago dos cálculos do tempo e do espaço, o Barrichello das metrópoles, decide entrar... bem na minha frete... porra!!!

Eu breco (brecar: frear), lá se vão minhas compras para o chão, lá se vai um pouco dos meus freios e também dos meus nervos.

Acabaria bem por aqui, mas o infeliz decide dirigir a 23.5Km/hora, numa pista que não dá passagem.

Lá se foi também a minha paciência...

Esse cara merece tomar porrada!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Dica de final de semana

Bárbaros etílicos, regojizai-vos:

http://www.komart.com.br/bdm/precos/precos.php

Quem são os bárbaros?

No meu post inicial, o de estréia, vou tentar explicar o porquê do nome e o que vocês devem ver por aqui. É, devem, porque ninguém sabe o dia de amanhã (Só nessa de escrever "porques" já fui, mais uma vez, pesquisar o uso desta desgraça no São Gúgou. Certas coisas a gente nunca aprende...).

Provavelmente em alguma aula de história, ouvi o termo "horda de bárbaros" e gostei. Horda é um nome chique bagarai! Bárbaro... sei lá, um cara meio animal, espada na mão, machado na outra... imagina uma galera assim? Político nenhum ia ficar de palhaçadinha na frente de uma horda de bárbaros, ia? Nananina.

Imagina aquele cara na fila do restaurante que fica escolhendo a melhor folha de alface, e você com uma pressa ducarái. Fosse um bárbaro - ou uma horda de - decepado seria o bastardo (bastardo é legal também!).

Continuando... definição wikipedia:

"Bárbaros era como eram conhecidos pelos romanos os povos que viviam à margem de seu império, com língua, religião e costumes distintos dos considerados civilizados."

Então, meus caros bárbaros, aqui vai rolar muito "costume distinto do considerado civilizado". Essa é a idéia.

Mas a gente se fala...