quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O cara


Só pela última declaração dele, eu já seria fã do cara... Mas acontece que eu o vi jogar no auge, sendo ele o único norte-americano para quem eu torci na minha vida inteira. O nome dele: John McEnroe.

E a última dele foi, depois de perder a final de um torneio de exibição para o australiano Patrick Rafter: "Patrick Rafter é bom demais. Ele é mais jovem, mais rápido e tem melhor aparência do que eu. Ele é melhor em todos esses tipos de coisas irritantes".

Hahahahahahahahahaha!!!

Long live to John!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A verdade sobre os sentimentos (I)


A gente vai ficando velho, fica velho e fica pensativo, fica pensativo e um dia acaba batendo com as dez. Mas enquanto esse dia de júbilo ou ranger de dentes - conforme a sua crença - não chega, a gente pensa.

E pensando, logo se chega a algumas conclusões, 98% delas estúpidas, é bem verdade.

Uma conclusão à qual eu cheguei diz respeito à verdadeira inutilidade de certos sentimentos. Pra mim, o mais imbecil dos sentimentos é o remorso.

Veja bem, analise comigo: vale a pena pular e espernear pelo que não dá pra resolver?

Que os animais são mais inteligentes que os homens, acho, com uma pontinha de pé atrás, que não é verdade. Mas com certeza são mais espertos. Ou você acha que o seu cachorro sente remorso por dar uma bela cagada no seu tapete? Aquela carinha de, me perdoe o gracejo, "cachorro sem dono", nada mais é do que pura sem-sem vergonhice. Ou satisfação disfarçada, por vingar aquela ração vagabunda que você coloca na tijela dele todas as manhãs.

As leoas, por exemplo, será que sentem remorso? Remorso uma ova! Leoa gosta mesmo é do prazer de meter os dentes no pescoço de uma zebrinha inocente, isso sim! Sem dó nem piedade!

Ah, e leoas não discutem relação. Bom para os leões. Se bem que se nossas mulheres metessem os dentes, vez por outra, na jugular de outras pessoas, melhor seria nem discutir e obedecer.

Mas, voltando ao remorso: meu amigo, ter remorso é como pular de para-quedas e o bicho não abrir, ou seja, fudeu! Ou como responder com um singelo e impensado "sim" à fatídica pergunta "Amor, essa calça me deixa gorda?". Simplificando, ajoelhe-se e reze ou fuja para Maracaibo.

Enfim, não sinta remorso! Beba! Depois da sexta latinha, garanto que não há remorso que não morra no cômodo mais cheio da sua mente: a bendita consciência adormecida. Até quando a bicha vai dormir eu não sei. Por enquanto, sigo não fazendo muito barulho.

Mas, como não dá pra parar de pensar, da próxima vez darei a minha versão do perdão, este sim, um sentimento dos mais nobres - e dos mais duas caras - que o ser humano já inventou.

Até!