sábado, 4 de dezembro de 2010

Um domingo azul de emoção

Eu sou palmeirense de coração. Time complicado esse meu. Já ganhou muita coisa, mas passa por fases de time pequeno. Mudando de assunto, quando me mudei pra Floripa, queria um time daqui pra torcer. Vim em 2001, e escolhi o Avai por ser o time do Guga, pelo qual sempre torci e admirei. Justo naquele ano, o Avai não subiu por pouco, mas o Figueira sim. Namorei uma torcedora do Figueirense na sequencia e acabei, por amor, vendo jogos e torcendo pelo time dela e da família. Mas meio desconfortável... Aí conheci o Cléber, avaiano, colega de trabalho. Gente boa que só, ele começou a fazer com que eu voltasse a torcer pelo Avaí. Anos depois conheci a Jana e principalmente o Cantu. Duas figuraças, avaianos, claro. Comecei a torcer ainda mais, cada vez mais. Já tinha ido no Scarpelli, nunca na ressacada. Uma vez, um amigo figueira me chamou pra ver Avaí e Palmeiras lá. Não fui. Não queria ver meu time, quem sabe, ganhar daquele Avaí que aprendi a gostar. Mas, de verdade, nunca também desgostei do Figueirense. Quando eu dizia que queria mesmo era ver os dois na série A, mesmo sendo mais Avaí, não gostavam. Amigos figueirenses, amigos avaianos. Mas veio 2010. E o Figueira subiu. Fiquei contente, sim. Mas o Avaí poderia cair. Isso não! Eu torcia, apostava no Avaí no bolão. E não dava certo. Mas seguia acreditando. Eu, o Nami, o Toninho, o Isaac. Fazíamos contas. O Sandro ria. E veio a penúltima rodada. Eu disse que iria pela primeira vez na Ressacada. Kleyton secava, de boa. E eu fui. Eu e o Edinilton, que por sinal contou que nunca tinha visto um gol em estádio. Só 0x0. O Cantu emprestou camisa do Avaí, pra mim e pro Edinilton. E fomos. Foi contra o Santos, com Neymar. Campo bonito, dia de sol, gramado perfeito. Já me emocionei ao ver toda a torcida de pé cantando o hino brasileiro. Levei um radinho, aliás, comprado em um Figueirense e São Paulo, que os bambis levaram de 3 e eu achei massa. Mas, enfim, começa o jogo e o Avaí manda na partida. Mas finaliza mal. E o Santos, com Neymar, em dois contrataques (será que é assim que se escreve?) faz 2x0. Vixe! Tinha dito pro Cantu que eu era pé quente. E agora? Confesso que dei uma olhada pra ver se o Edinilton tava de chinelo. Nada, tava de tênis e meia. Menos mal, o pé dele também devia estar quente. Logo depois do segundo gol, no meio do desânimo, o Cantu fala, estirado na cadeira: "Ah, só faltam 3". Mãe e duas filhas na fileira da frente riem, como que pensando "é, impossível!". Mas o Avaí faz 1. Puta golaço de Caio. Já estaria bom, era quase final do primeiro tempo. E eis que sai o segundo. Caio de novo. Intervalo. Alívio geral. Mas os outros resultados não ajudavam muito. Veio o segundo tempo. Mais morno, menos emoção. Um ou outro ataque do Avaí, alguns contra ataques do Santos, mas nada de gol. Quando parecia que no final o Avaí decidiria tudo em um próximo e complicado jogo, Caio, de novo, na gaveta. Meu, sério, o estádio tremeu! Que jogão, quanta emoção. Cantu profeta, feliz que só! Foi bonito. E por mais que eu tenha gostado de saber que Figueirense e Avaí estarão na série A em 2011, valeu muito mais pelo Leão! Olha, nunca vou deixar de ser palmeirense. Afinal, tá no sangue. Mas deu pra perceber que tem espaço no meu coração alviverde pra mais uma cor. Pra que ele seja tricolor. Verde, branco e azul. E ano que vem tem clássico! E tomara que ambos os times estejam bem e que seja um grande jogo. Que não me levem a mal os amigos figueiras, mas agora e pra sempre, eu sou Avaí! Mas sempre desejando o melhor para os rivais. Bonito mesmo é ver Floripa com dois na série A, assim como Curitiba e Porto Alegre. Essa cidade merece!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Senna revisitado

Senna revisitado: "É um paradoxo: quanto mais você perceber que está equivocado, menos equivocado você estará.
Foi o que aconteceu comigo quando vi "Senna" no cinema outro dia.
Era daqueles espíritos de porco, esse sentimento nada kasher, que achavam Ayrton Senna um alienado, que só falava em Deus e namorava loiras inteligentes, quando poderia estar usando sua proeminência para avançar debates relevantes no Brasil.
Leia mais (25/11/2010 - 07h16)"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Silvio Santos parece um tio meio louco

Comentário: Silvio Santos parece um tio meio louco: "Antes mesmo da chamada era de celebridades começar, Silvio Santos já perguntava "quem quer dinheiro" para seu auditório lotado. E abria a "Porta da Esperança" para desesperados que, além da chance de ganhar uma viagem ou, quem sabe, uma cadeira de rodas, ainda aparecia na televisão. Com seu baú da felicidade, fazia gente se endividar para pagar carnês, alimentando o sonho de um dia aparecer na televisão e, mais incrível ainda, conhecer o Silvio.
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Agora, na era dos reality shows, é possível conseguir tudo pela televisão: dinheiro, namorada, uma nova casa. Silvio já fez tudo isso com seu "Namoro na TV" e seu "Show do Milhão". Triste obrigar pessoas a pagarem carnês para conseguir a tal felicidade. Não se deve brincar com essas coisas. E ganhar dinheiro explorando o sonho dos outros não parece ético. Ainda mais quando esse sonho tinha pouca chance de ser realizado.
Leia mais (18/11/2010 - 16h07)"

terça-feira, 14 de setembro de 2010

E a mosca comeu a aranha (parte 2)


Um belo dia chegou a notícia que a abastada família, recém-chegada à cidade, daria uma festa na fazenda, e os convidados, aos poucos, iam recebendo seus finos convites com um misto de curiosidade e orgulho, já que a fama dos novos moradores se espalhou pelo local feito fogo no palheiro.

Esquecendo por ora a tal festa, em um dia em que chovia muito naquele fim de mundo, estando Roberval e Baltazar no armazém local a comprar suprimentos para a empresa do tio, eis que entra pela porta ninguém menos que Lucinha.

O barulho da sineta da porta de entrada pareceu então uma extensa e bela trilha sonora, daquelas de filme de cinema, para a cena de Lucinha, olhos felinos e o sorriso malicioso de sempre, corpo todo delineado nas suas roupas molhadas, entrando no armazém, meio que sem jeito, sei lá se sem jeito mesmo ou fazendo-se de, exibindo uma beleza que até então nunca se tinha visto naquela cidadezinha perdida no meio do nada.

Roberval, ágil como era com as mulheres, nem bem a viu, correu em se apresentar, com aquele seu jeito de galanteador barato, aprendido e adquirido em anos de puteiros e trato com as mulheres da vida.

Já Baltazar, tímido e sem jeito, fez apenas olhá-la.

Lucinha não se impressionou nem com um nem com outro. Pelo menos não naquele momento. Ou fez que não. Entenda-se as mulheres.

Pensou ela, do alto de seus 23 anos, bem vividos até então, e muito graças a algumas experiências nem imaginadas por seus pais, com homens da sua cidade, que homem é tudo igual, cachorros que sentem cheiro de sexo, ainda mais o dela, carne nova, verdadeiro prêmio para qualquer um deles colecionar.

Se fosse possível ler o pensamento de cada um, diria que Roberval pensou logo em comê-la e que Baltazar viu na bela moça o que vem os navegadores ao aportarem em uma ilha deserta e recém descoberta: o desconhecido, o impensável.

Lucinha fez-se de desentendida. Se bem que aposto, leu a mente de cada um deles da mesma forma que descrevi.

Cumprimentou Roberval discretamente, dando a entender que com ela não seria assim tão fácil a aproximação e andou até o balcão, lentamente, prestando atenção a cada detalhe do lugar.

Um desses detalhes, quase invisível, era Baltazar.

Neste ponto cabe um comentário óbvio: imagino que não seja difícil pensar em um final feliz para esta história, do tipo romance de Roliúde, com direito a reviravoltas mil e o amor brotando milagrosamente entre Lucinha e Baltinha, da maneira improvável à qual nos acostumamos acreditar e que nunca, nunca mesmo, acontece na vida com a qual estamos acostumados a conviver.

Não, amigos sonhadores como eu, Lucinha não viu em Baltazar o amor de sua vida. Até porque mulheres como ela não se apaixonam à primeira vista por coitados como ele. Isso é fato.

Lucinha viu sim em Baltazar o que há muito tempo procurava: um homem indefeso e ingênuo. E viu mais, na verdade: um homem perfeito para realizar o seu sonho de conquista, de ter alguém para fazer dela uma rainha; um ser manipulável, mesmo que para que isso acontecesse de fato, ela tivesse que, tal qual a fêmea aranha, envenenar o macho que lhe dá prazer e longevidade.

Assim, não é de se estranhar que Lucinha se fizesse de desentendida frente aos galanteios de Roberval e se apressasse em entregar pessoalmente um convite para a festa da famíla para Baltinha, com o mesmo sorriso cheio de malícia com o qual havia conseguido tudo o que queria até aquele momento da sua vida. Sim, até aquele momento.

Ao receber o convite, Baltazar, quase que não acreditando no que via e vivia, gaguejou algumas palavras de agradecimento e pode sentir, mesmo que por um instante, aquilo que sempre desejou por toda a sua vida: ser melhor que alguém. No caso, melhor que o odiado primo Roberval.

Mas, quase sempre, mesmo que as pessoas teimem em não acreditar, as coisas não acontencem tal qual elas desejam, e isso irá se comprovar mais uma vez ao final dessa história

(Continua...)

domingo, 5 de setembro de 2010

E a mosca comeu a aranha (parte 1)


Baltazar era uma pessoa de fé. Não dessa fé apregoada pelas religiões, essa fé regada a medo e incerteza. Apesar do nome bíblico – que já o tinha feito aguentar muita gozação na vida – Baltazar acreditava era em si mesmo.

Filho de família pobre, de pai trabalhador, porém beberrão, e de mãe austera e caseira, Baltinha, como era conhecido pelos amigos, nunca tinha feito nada de grandioso na vida. Deixando de lado um domingo de bingo, quando havia conseguido bater a cartela, porém, junto a mais cinco ou seis pessoas, ele nunca havia ganho campeonato, nem jogo de baralho, nem mesmo um par ou ímpar ou joquempô.

Mas mesmo assim, Baltinha seguia acreditando que um dia ganharia tudo o que nunca havia ganho do mundo. Acreditava ele em uma recompensa da vida para quem sempre lutou e acreditou. Não sabia o que era, mas acreditava que viria, um dia.

As coisas não iam muito bem para ele, isso é verdade.

Já com 28 anos, Baltazar havia tido apenas uma namorada, na vida inteira, com quem namorou por 12 anos, sem nunca ter conseguido mais que um papai-mamãe no escuro e o rompimento no dia seguinte, segundo a moça, por vergonha do que tinha feito.

Começou a trabalhar bem cedo, na empresa do tio, irmão de seu pai, um homem esperto para os negócios e cruel feito um capatáz.

Baltazar ouviu mais impropérios e xingamentos do tio do que qualquer palestino já tivesse ouvido de um judeu, ou vice-versa.

Mas ele não se incomodava em nada.

Para ele o tio nada mais era do que uma pessoa amarga, viciado em dinheiro e que vivia infeliz, preso a um casamento com uma mulher bem mais nova e que o traia com meia cidade.

Assim seguia a vida de Baltinha, aos berros do tio, vendo a mãe costurar e o pai beber, sem nada além disso, sem pódio de chegada e muito menos beijo de namorada.

Porém - nunca é tarde - eis que surgem, quase que ao mesmo tempo, duas pessoas, dois personagens em sua vida, que fariam com que o mundo de Baltazar virasse todo ao contrário. Uma delas, a bem da verdade, já existia. Mas não da maneira que irei contar.

A primeira delas, Lucinha.

De família recém chegada à cidade, Lucinha era filha de um empresário e de uma grã-fina da capital.

Uma vez aposentado, o pai de Lucinha decidiu morar no interior e investir no gado.

Assim, comprou uma fazenda, encheu-a de bois e vacas e trouxe toda a família, os três, na verdade, muito a contragosto de sua mulher, pessoa acostumada às festas e badalações da cidade grande.

Lucinha em nada se parecia com a mãe.

Moça de traços finos, pele clara e cabelos longos e de um olhar de felino e sorriso malicioso, Lucinha procurava por alguém. Alguém que, como ela, quisesse dar um basta na vidinha de merda e sair pelo mundo, sem rumo nem prumo.

Pausa em Lucinha, vamos à segunda pessoa. Roberval. O que dizer de Roberval?
Chefe imediato de Baltazar e primo deste. Sobrinho preferido do tio carrasco, tinha direito a todas as regalias do mundo. Ganhava bem, mesmo fazendo pouco, ao contrário de Baltinha, que trabalhava feito camelo e nunca havia ouvido sequer um obrigado.

Não era raro ver Baltinha fazendo o trabalho de Roberval, enquanto este saia com o tio para “procurar novos investimentos”, o que não raro signigicava gastar uma boa grana no puteiro local.

Apesar disso, Roberval não tinha muito apreço por Baltazar. Não, pelo contrário. Sempre que podia, Roberval fazia de tudo para humilhar Baltazar. Chamava-o de incompetente, de pobre, de feio, de infeliz, citando aqui apenas o que deve, por educação, ser escrito.

De Roberval sim, Baltazar tinha raiva sobrando. Mas não demonstrava, nada. Pensava Baltazar que revelar seu sentimento de ódio pelo primo seria como abrir mão do único trunfo que tinha contra ele. E assim, Baltazar só esperava, com toda a fé que tinha em si mesmo, que um dia, sem dizer uma palavra, faria com que Roberval se sentisse o pior dos homens. E mal sabia ele, este dia estava muito próximo.

(continua...)

domingo, 8 de agosto de 2010

Esporte

A idéia eu roubei do blog do Paulo Cleto.

Digníssimo presidente do Brasil e honorável governador do Rio de Janeiro, respectivamente, invejáveis exemplos de país e estado saudáveis e bem administrados. Não?

Pois o menino queria jogar tênis. O mesmo tênis que nos deu Guga. O presidente me sai com "tênis é esporte de burguês". Ainda existe burguesia?

E o tal do Cabral ainda me manda o moleque ir "estudar, ô sacana!".

Lindo de morrer.

Bando de escrotos!

É por isso que não voto em ninguém e mais, pra mim, entrou para a política, eu cuspo.

domingo, 1 de agosto de 2010

Formula Dirt


Caras, eu havia me decidido, pela segunda vez na vida - a primeira foi quando Senna morreu e durou dois anos - a não ver Formula 1 por um tempo. Amigos meus, Toninho entre eles, também. O motivo, o mesmo: muita sujeira. Mas bota sujeira nisso. Imagine toneladas de merda. Isto é a porra da Formula 1.

A sujeira, que como a merda acaba sempre boiando vez ou outra na frente de nossas TVs em domingos sonolentos, boiou novamente na corrida passada, quando Dom Diego de La Vega, o Zorro quando está sem capa, ou seja, a bicha nojenta em pessoa, Fernandinha Alonsa, fez biquinho e a equipe mandou Massa deixá-lo passar.

Porrashj, vai se fudê! Onde já se viu isso?!? Imagina no tênis, eu grito lá: "O Stevie Wonder, eu to jogando melhor, então deixa a minha bola passar pra eu ganhar, beleza?". Que lindo seria a Zeleção Universal de Futebol jogando com Zeleção das Amebas dizer que são infinitamente melhores e que é bom as amebas se enxergarem - vai saber se ameba enxerga - e jogarem sem goleiro pra bola entrar mais fácil... Tchêêêêêê!!!!

Pois hoje tinha me decidido a fazer qualquer coisa, menos ver a bendita da corrida. Mas não é que meu pai me liga? E me liga pra dizer que as Red Bull (viu Rede Bobo, RED BULLLLLLLLLLL!!!) estavam dando um baile e que Webber tava colado na Fernanda, e etc., etc., etc...

Bom, pensei: "Não, preciso deixar de ser um bosta! Não vou ver esta porra não! Vou só olhar na transmissão on-line do UOL...".

Pronto. Daí tava lá: volta sei-lá-o-quê, Vettel erra, Webber assume. Mais em cima: volta tal, Rubinho grudado em Schumacher.

Nem deu 3 segundos, já tava grudado na TV, volume no 0,1 pra patroa não acordar e tirar aquele sarrinho básico do tipo, "Ué, não ia largar de ver corrida? Ah, e de comer torresmo e tomar gelada?". Ah, as mulheres não nos entendem... Mas isso é outro papo.

Realmente Webber na frente, o único australiano para quem já torci na minha vida. Boa!

E, de verdade mesmo, Rubicha na caixa de câmbio do chucrute dos inferno.

Boa de novo!

Acho que eu vi umas 3 voltas. Tirando o fato de que deve ser deprimente para quem não entende, ver um marmanjo todo emocionado, dentes rangendo, por causa de uma disputa por um mísero décimo lugar, o pega foi massa! Massa não, Rubinho. Dãããããããããããããã... Piada infame esta.

Mas voltando, não é que a merda, de quem não me lembrei por alguns minutos, só estava emergindo?

E devidamente carregada por quem? Mr. Dick Vigarista em pessoa, Mr. Chucrute Azedo, Mr. Não Sei Perder e Sou Filha da Puta Mesmo.

Ele mesmo, aquele que muitos idolatram e que eu acho apenas um cara sujo, manipulador e uma vergonha para o esporte, Michael Schmchrlkjsabfhsjkakfdsnlureshtbvlcius. Não consigo nem escrever o nome desta bichona.

O vagabundo, que retornou achando que ia fazer bonito, que só toma reio do companheiro de equipe, decerto inconformado por estar tomando uma baita de uma ultrapassagem de Barrichello, me joga o Mercedão em cima do brasileiro, que olha, o coração veio na boca.

Bicho, achei que ia dar uma puta de uma merda daquelas. Mas como, pela primeira vez em um milênio, Moon-Rá Bueno acertou dizendo que o muro acabou na hora certa, Barrica escapou. Escapou e passou. E xingou o alemão de tudo quanto foi nome pelo rádio. Foi lindo, não fosse tenso pra caralho.

Já não sei mais o que faço. É um nojo? Sem dúvida. É manipulado? Obviamente. Mas vai ver que está aí a graça. Isso revolta, mas ao mesmo tempo, quando no mesmo dia, o australiano segunto-piloto ganha e ainda por cima, Rubens atropela Dick, dá um alívio daqueles no cara! De perceber que mesmo não mudando em nada a vida do cidadão ver ou não F-1, os fracos sim, tem vez!

Mas que é dirt, isso é!

domingo, 23 de maio de 2010

Dio, The King

A merda desta vida é que os caras bons - e aqui digo bons no talento, já que o ser humano basicamente não presta - acabam morrendo.

O bom é que a tecnologia nos permite rever a história do cara e a camaradagem - e aqui me corrijo, dizendo que em alguns casos o ser humano presta - faz a gente ver o quanto de importância tem o baixinho-feioso-e-sempre-bem-vestido Ronnie James Dio.

Através da tecnologia, eu posto um vídeo.

Citando a camaradagem, transcrevo as palavras de ninguém menos que Mr. Bruce Dickinson:

"Infelizmente o Rei está morto, vida longa ao rei. Ele foi um mentor para mim e um ser humano maravilhoso!"

E esta é a minha homenagem praquele que pra mim é a verdadeira vozeiraça do rock'n'roll.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Brother

Sabe que eu nunca boto nome de ninguém aqui, pelo menos ninguém de verdade, mas hoje vai ser diferente.

Cara, você já, alguma vez, já conheceu um cara tão parecido contigo, mas ao mesmo tempo tão diferente que se torna dos seus melhores amigos?

Pozé, esse cara é o Cantu.

Se o bicho estiver lendo isso agora ele vai perguntar: “Porra, será que o cara tá viajando?”.

Nem cara, nem tô.

Ae velho, virei Avaí por tua causa.

Massa os cumprimentos de cabeça, massa lembrar da porra dos Simpsons, massa Friends, massa você estar fera no fut de mesa.

Se eu continuar escrevendo vão pensar que é viadagem, então deu.

Valeu velho!

P.S. manda ver com aquele time no campeonato, não te falta nada na habilidade!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Felipe Massa e os brasileiros bocós

Transcrevo logo abaixo o feliz comentário de Felipe Motta, do excelente blog "Dentro e Fora das Pistas", da Jovem Pan, que faz a melhor cobertura da Fórmula 1 já há muitos anos. Trata-se da visão dele sobre a ultrapassagem de Fernando Alonso sobre Massa na entrada dos boxes no GP de Xangai, domingo passado.

Apenas quero salientar que considero sim um bocó, neguinho que não faz outra coisa a não ser criticar sempre que algum brasileiro não é o melhor. Ô sindromezinha de povinho traumatizado, que quer ser sempre primeirão, feito americano, mas felizmente não é!

"O episódio serviu de alerta para Massa, um piloto esperto que saberá contra-atacar, ou, principalmente, defender-se. O que não concordo é com mania de dizer que Massa abusa de desculpas. É um dos caras mais francos que tem na F-1. Sábado assumiu erro na classificação e domingo disse que errou na curva anterior à entrada dos boxes. E mostrou postura ao não entrar na onda de justificar manobra de Alonso.

Só lamento a mudança de posição geral de corrida para corrida. No Bahrein, Massa era segundão! Depois de bater Alonso e segurá-lo por várias voltas em Melbourne começou a virar firme, decidido. A liderança na Malásia só o fez ser considerado gênio e virtual campeão. Agora, volta a ser um bocó! Alonso aproveitou falha de Massa. Assim como Massa já fez com Alonso em duas etapas.

A F-1, apesar das paixões, é esporte para ser apreciado com mais frieza do que futebol. Esse exercício vale a pena.

Sobre Alonso e Massa, resta aguardar se teremos mais farpas entre os dois nas próximas corridas. Vocês acham que haverá mais roda com roda? Eu espero que sim, porque essa é a F-1 que todos tanto amam."

Matou a pau, Felipe!

terça-feira, 6 de abril de 2010

V de Bis


Existem vitórias e vitórias.

Às vezes, vencer significa simplesmente sentir a maresia ou comer uma casquinha de siri daquelas!

Vencer pode ser passar a fase do game ou conseguir sair com aquela gata.

Pode se sentir a vitória ao ver o seu filho crescer e dizer que você não entende de nada.

São vencedores os que decidem tomar aquele chopp gelado e jogar conversa fora.

Acertar um único número da Mega é vencer; acordar cedo e ir pro trabalho também.

Acontece que algumas vitórias são mais que isso e marcarão você pela vida toda.

Comigo aconteceu.

Comigo e com um amigo meu.

Correto seria dizer que vencemos juntos.

Vencemos e comemoramos.

Muito!

Afinal de contas, não foi uma vitória qualquer. Aliás, foram duas...

Teve vitória incontestável, teve de virada também.

Teve troféu, depois da primeira vitória.

Um Bis branco.

Que vinha cheio de adivinhação, pois bis significa duas vezes e a segunda vitória veio mesmo em seguida.

E nesta segunda, já cansados, decidimos vencer. De novo!

Houve, depois de cada erro, o consolo de amigo.

Depois de cada “Vamo lá!”, um ponto importante.

Houveram bolas impossíveis que se tornaram possíveis.

Paralelas, cruzadas, curtas e fundas.

Houve polêmica, claro. Sem ela nem tem tanta graça.

Houve reconhecimento, houve gente brava.

Houve comemoração! Antes, durante e depois.

Pois ali estavam, na mesma quadra, aluno e professor.

Iguais em quadra.

Mesmo com qualidades e defeitos completamente diferentes, iguais!

Houve respeito e houve aperto de mão.

Houve agradecimento e incentivo.

Enfim, houve vitória!

Vitória e comemoração.

As dores de sempre vieram depois, como que o pagamento justo por tanto esforço.

Aos derrotados, agradecemos pelo jogo limpo, pela valorização das nossas vitórias.

Quem sabe um dia ainda seremos uma dupla de campeonato.

Ainda preciso aprender mais, sempre.

Mas mesmo que nunca mais joguemos, essa vitória fica pra nós como um marco.

De amizade, de luta e da certeza de que tudo podemos, com um pouco de esforço e um grande amigo do lado.

Parabéns Amigobão, foi realmente um grande prazer vencer ao seu lado!

sábado, 20 de março de 2010

L

L. é uma mulher de pele clara, olhinhos pequenos e sorriso de menina.

L. curte rock'n'roll, canta Rush e outras cositas más e toma bem umas geladas.

L. me parece não ter medo de dizer o que pensa. Me parece, não a conheço há tanto tempo assim.

L. é sincera. Isso dá pra ver lá dentro dos seus olhinhos pequenos.

L. ri gostoso! Pá, e como ri. E parece rir das mesmas idiotices das quais eu rio.

L. empresta a chave do carro como se fosse uma moeda de 5 centavos. Desapego, eu creio.

L. convida pra jogar detetive e faz uma pusta maionese, só porque você diz que gosta.

L. traz scotch pra beber quando você diz que não pode tomar gelada por causa da dor de garganta.

L. tem o nome que eu mais gostava nas mulheres quando tinha 20 e poucos anos.

L. curte Glenn Hughes, Marillion, AC/DC e arrota! Hahahahahahaha!

L. vai se mudar e quer que a gente ajude a quebrar o apê antigo.

L. quer me vender o seu ar-condicionado, mas eu to querendo parcelar e não tenho coragem de pedir. Deve ser uma baita de uma idiotice minha. Deve não, é.

L. deixou de ir num churras de amigos e veio aqui pra casa beber com a gente. Sinal de que L. me considera um amigo também, e isso, sem pieguice, me enche de orgulho.

Porque ser amigo de L., pra mim, é como ter tido uma namorada roqueira lá nos meus 18, e poder revê-la bem, anos depois, casada, feliz, e ainda mais amiga.

Espero que L. goste do post, que continue uma especial e debochada amiga, e mais, que a gente tenha zilhões de momentos de chorar de rir pois, ora pois, ouvir o seu gargalhar dá gosto de viver.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Glauco, por Angeli

"Mas deixando o nariz de lado - o que é difícil devido a seu tamanho - Glauco chegou arrasando. Os carrascos habitavam com desenvoltura o humor brasileiro."

"Nós, cartunistas, com raras exceções, tratávamos essas repelentes figuras como um monstro invencível. Efeitos de uma época."

"Mas Glauco apareceu com um cartum onde o torturado, pendurado pelas mãos por fortes correntes, estica a perna para alcançar o traseiro do sisudo carrasco e, com cara de safado, diz: ´Bundão, hein?´"

"Quebrou tudo. Foi-se pras picas toda aquela oposição respeitosa que fazíamos nos últimos anos do governo Geisel."

E finaliza: "Glauco, em companhia de seu nariz, desarticulou o aparelho e tornou públicas nossas fraquezas."

"Mostrou que humorista só presta mesmo para fazer humor e mais nada."



Fonte: Paulo Ramos, Blog dos quadrinhos UOL.

Glauco



Fiquei sabendo através de um amigo do trabalho da morte do Glauco.

Ele, Angeli e Laerte fizeram parte da história de muita gente, eu, meus amigos, a galera da facul, o Brasil inteiro.

Nem sei o que dizer, ainda tô chocado.

Segue o link da página do cara no UOL, já que o trabalho nunca morre:

http://www2.uol.com.br/glauco/index.shtml

Foda.. Essas coisas dão a impressão que um pedaço da gente morre junto... foda...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O cara


Só pela última declaração dele, eu já seria fã do cara... Mas acontece que eu o vi jogar no auge, sendo ele o único norte-americano para quem eu torci na minha vida inteira. O nome dele: John McEnroe.

E a última dele foi, depois de perder a final de um torneio de exibição para o australiano Patrick Rafter: "Patrick Rafter é bom demais. Ele é mais jovem, mais rápido e tem melhor aparência do que eu. Ele é melhor em todos esses tipos de coisas irritantes".

Hahahahahahahahahaha!!!

Long live to John!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A verdade sobre os sentimentos (I)


A gente vai ficando velho, fica velho e fica pensativo, fica pensativo e um dia acaba batendo com as dez. Mas enquanto esse dia de júbilo ou ranger de dentes - conforme a sua crença - não chega, a gente pensa.

E pensando, logo se chega a algumas conclusões, 98% delas estúpidas, é bem verdade.

Uma conclusão à qual eu cheguei diz respeito à verdadeira inutilidade de certos sentimentos. Pra mim, o mais imbecil dos sentimentos é o remorso.

Veja bem, analise comigo: vale a pena pular e espernear pelo que não dá pra resolver?

Que os animais são mais inteligentes que os homens, acho, com uma pontinha de pé atrás, que não é verdade. Mas com certeza são mais espertos. Ou você acha que o seu cachorro sente remorso por dar uma bela cagada no seu tapete? Aquela carinha de, me perdoe o gracejo, "cachorro sem dono", nada mais é do que pura sem-sem vergonhice. Ou satisfação disfarçada, por vingar aquela ração vagabunda que você coloca na tijela dele todas as manhãs.

As leoas, por exemplo, será que sentem remorso? Remorso uma ova! Leoa gosta mesmo é do prazer de meter os dentes no pescoço de uma zebrinha inocente, isso sim! Sem dó nem piedade!

Ah, e leoas não discutem relação. Bom para os leões. Se bem que se nossas mulheres metessem os dentes, vez por outra, na jugular de outras pessoas, melhor seria nem discutir e obedecer.

Mas, voltando ao remorso: meu amigo, ter remorso é como pular de para-quedas e o bicho não abrir, ou seja, fudeu! Ou como responder com um singelo e impensado "sim" à fatídica pergunta "Amor, essa calça me deixa gorda?". Simplificando, ajoelhe-se e reze ou fuja para Maracaibo.

Enfim, não sinta remorso! Beba! Depois da sexta latinha, garanto que não há remorso que não morra no cômodo mais cheio da sua mente: a bendita consciência adormecida. Até quando a bicha vai dormir eu não sei. Por enquanto, sigo não fazendo muito barulho.

Mas, como não dá pra parar de pensar, da próxima vez darei a minha versão do perdão, este sim, um sentimento dos mais nobres - e dos mais duas caras - que o ser humano já inventou.

Até!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O amigo da onça

- E aí Onça, como é que tá?
- Fala aí...
- Ihhhh, qual foi, bicho?
- Bem coisa de bicho mesmo...
- Po, Onça, fala aí mermão, que bicho tá pegando?
- Cara, corta essa de bicho, a brincadeira já perdeu a graça...
- Virge Santa, o bich... Quer dizer, o cara tá de mau humor, olha aí...
- Na verdade eu to é bem chateado.
- Cara, você sabe que somos amigos, né? Mó orgulho ser amigo da Onça! Hehehehehhehehehe...
- É, eu sei...
- Mas me conta aí, qual foi?
- Melhor não, você não iria entender...
- Que é isso, meu brou? Tu sabe o quanto a gente é amigo, né?
- Hmmmmmmmmmm...
- Claro que somos, po! Tu te lembra só de cada coisa que a gente já passou juntos?
- Pois é, pois é...
- Diga lá mermão, conosco não tem enrosco! Afinal de contas, a vida é uma selva!
- Ai cara, será que dá pra parar com as piadinhas sobre a minha condição de animal?
- Tá, tá... Mas só se você abrir esse coração de leão, ops, de onça, e me disser o que tá havendo!
- Ai, assim não dá...
- Beleza! Des-cul-paaaaaaaaaaaaa! Às vezes não me controlo...
- Certo... Você tocou na ferida. Controle. Você sabe que sou um animal, e animal às vezes é irracional, age por instinto. Vocês mesmos, os homens, do alto da sua inteligência, às vezes aprontam das suas certo?
- Claro, meu!
- O fato é que... Sabe a sua mulher?
- Putz, aquela insuportável? Nem me fale!
- Pois é, ta aí uma coisa que a minha cabeça de animal não entende. Se você a odeia tanto, por quê não partiu pra outra? Vive malhando o pau, vive aprontando com ela...
- Onça, sério... Isso é coisa de homem, não homem espécie, homem macho, entende?
- Não...
- Ah, deixa pra lá...
- Tudo bem. Se tenho que confessar, que seja logo.
- Po, cara, diz logo aí, to curiosão!
- Então, o fato é que eu... eu...
- Fala, porra!
- Eu comi a sua mulher!
- (Silêncio) Como assim comeu a minha mulher? Tu tá de zoeira, né, ô figura? Hehehehhehehe... Piadista!
- Não, é verdade. Comi e ainda por cima gostei!
- Caraca, cara! Num tô botando fé! Que papo é esse?
- Cara, deu mole, eu comi, pronto! Já fazia tempo que não comia ninguém, não deu pra segurar a onda...
- Puta que o pariu!
- É, bem nessa...
- E agora, cara? Esperava tudo menos isso, vindo de você!
- Então, se ameniza, leve em consideração que você só falava mal dela, de como ela era chata e falsa e pegava no seu pé. Pensei comigo: bom, se é pra comer alguém, que seja ela. Assim já mato duas coisas de uma vez: sacio a minha vontade e livro o cara desse peso.
- Como é que é? Porra, pensei que você fosse um animal diferente!
- Não existe animal diferente. Animal é isso aí, bobeou, comeu!
- Bom, eu não quero mais falar nisso, só quero saber onde ela se escondeu, aquela piranha!
- Como assim "onde ela se escondeu"?
- É, porque no mínimo foi pra algum lugar pensar no que fez.
- Ahhhnnnnn? Cara, ela não pensa mais, já era!
- Ahhhnnnnn?
- Olha, você não suportava mais a pessoa, então te fiz um favor!
- Ahhhnnnnn?
- Meu, você tá me irritando. E isso não é coisa boa de se fazer com uma onça!
- Eu juro que vou te matar, seu filho da puta!
- Ah é? Olha só que você vai ser o próximo!
- Tenta, filho da mãe!
- Tá bom... Nhaaaacccc!!!!
- Aaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! Minha perna!!!!!
- Pelo menos a dela tinha um gostinho bem melhor...
- Ah, pera aí, então foi comer de comer mesmo???
- Nhaaaaaacccccc!!!!