sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O Porre

Domingo, 2 da tarde. Acordo. Respiro. E vem a dor. E que dor. Chata. Centralizada. Insuportável. E vem a sede. Levanto. E vem mais dor. E mais dor. E vem a lembrança. Enevoada. Em pedaços. Em frangalhos. E vem a dúvida. Será que fiz? Será que não fiz? Como eu cheguei aqui? E vem a lembrança. Feito uma faca. E vem a culpa. Feito uma lança. E o arrependimento. Feito uma bala. E vem um som. Quase um gemido. E vem do quarto. Me volto. E ela surge. E eu não me lembro. E me sorri. E eu não me lembro. E nem vou me lembrar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Dai Paulo!!
Primeiro a comentar?
Bem, não vim xingar sua família...
Fica aliviado!
Gostei muito do seu texto...
Não sabia que você escrevia...
E, alias, faz um tempinho isso..
Já acatei a sua dica!!
Já entrei e já está adicionada no meu favoritos!!
Grande Abraço!!

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.